WhatsApp Plus chega ao Brasil por R$ 7 por mês: o que muda com a assinatura premium
A Meta iniciou os testes do WhatsApp Plus no Brasil, uma camada de assinatura opcional dentro do aplicativo oficial que oferece personalização visual e melhor organização de conversas por R$ 7 mensais, com o primeiro mês gratuito.
O WhatsApp agora tem plano pago — e chegou ao Brasil
Depois de anos operando inteiramente de graça, o WhatsApp deu um passo histórico: a Meta começou a testar no Brasil o WhatsApp Plus, uma assinatura premium integrada ao aplicativo oficial que custa R$ 7 por mês. O lançamento ainda está em fase piloto, com acesso limitado a um grupo de usuários brasileiros, mas já permite vislumbrar como a empresa pretende monetizar a plataforma sem cobrar pelo serviço básico de mensagens.
O que vem no pacote
O WhatsApp Plus não altera as funções de comunicação nem a política de privacidade do aplicativo — a proposta é entregar exclusividades estéticas e de organização. Entre os destaques estão 18 temas de cores para substituir o tradicional verde (incluindo roxo, azul-marinho, laranja coral e verde-esmeralda), 14 estilos diferentes de ícone para a tela inicial do celular e 10 ringtones exclusivos para chamadas, com nomes como "Flutter" e "Carnival". Na frente da organização, o plano amplia o limite de conversas fixadas no topo da tela de 3 para 20 contatos ou grupos, um ganho significativo para quem gerencia muitos chats ativos. Assinantes também recebem acesso a pacotes de stickers animados premium — as animações podem ser vistas por qualquer pessoa quando compartilhadas, mas só os pagantes conseguem salvar os pacotes.
Como assinar e quanto custa
O acesso ao WhatsApp Plus pode ser habilitado pelo caminho Configurações › Assinaturas › WhatsApp Plus. Quem receber o convite durante a fase de testes tem direito a um mês gratuito antes de começar a pagar os R$ 7 mensais. A renovação é automática, e o cancelamento precisa ser solicitado com ao menos 24 horas de antecedência para evitar a cobrança do período seguinte. Importante: o plano está disponível apenas no WhatsApp Messenger pessoal — contas do WhatsApp Business estão excluídas por ora.
A estratégia da Meta
A empresa foi direta ao explicar a lógica por trás do experimento. Em comunicado, a Meta afirmou estar testando "uma nova assinatura opcional" com o objetivo de "coletar feedback e garantir que estamos construindo algo que as pessoas considerem genuinamente valioso". A frase revela cautela: o WhatsApp Plus não é uma aposta definitiva, mas um balão de ensaio para medir até onde os usuários topam pagar por conveniências visuais num aplicativo que nunca cobrou nada. Em outros mercados, o plano já circula com preços distintos — €2,49 na Europa e MXN 29 no México —, indicando política de preços localizados.
Vale a pena?
A resposta depende do perfil de cada usuário. Para quem usa o WhatsApp como ferramenta central de trabalho ou entretenimento e valoriza personalização, R$ 7 mensais é um valor acessível. Para quem só precisa trocar mensagens, a versão gratuita continua completa e sem limitações. O ponto mais relevante é que o WhatsApp Plus nada tem a ver com os "mods" não oficiais que circulam com o mesmo nome pela internet — esses aplicativos modificados violam os termos de uso e oferecem riscos de segurança. O Plus legítimo vive dentro do aplicativo original, sem necessidade de download externo.
Fonte: Canaltech. Informações adicionais corroboradas por Exame e Olhar Digital.
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