Finanças · Fonte: InfoMoney

Ibovespa fecha em alta com bancos na liderança, mas Petrobras e petróleo pesam no pregão

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (25) em alta de 0,91%, aos 177.815 pontos, sustentado pelo avanço do setor bancário em um dia marcado por baixíssima liquidez global em razão do feriado de Memorial Day nos Estados Unidos. Petrobras recuou mais de 2% após forte queda no preço do petróleo.

Ibovespa fecha em alta com bancos na liderança, mas Petrobras e petróleo pesam no pregão

Bolsa sobe em dia de volume mínimo desde janeiro

O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (25) em alta de 0,91%, acumulando 1.606 pontos e fechando aos 177.815,72 pontos. O resultado positivo, no entanto, veio acompanhado de um alerta sobre a qualidade da sessão: o volume financeiro negociado totalizou apenas R$ 14,50 bilhões — o menor registrado desde 19 de janeiro —, reflexo direto da ausência dos investidores norte-americanos, que observaram o feriado de Memorial Day.

Bancos puxam o índice; Petrobras vai na contramão

O setor financeiro protagonizou as maiores altas do dia. A B3 (B3SA3) liderou o grupo com valorização de 3,60%, seguida de perto pelo Banco do Brasil (BBAS3), que avançou 3,39%. Bradesco (BBDC4) e Itaú Unibanco (ITUB4) também operaram no campo positivo, com ganhos de 2,55% e 2,26%, respectivamente, enquanto o Santander registrou alta de 1,99%. O desempenho coletivo do segmento bancário foi o principal motor para sustentar o índice no território positivo ao longo de toda a sessão.

Na ponta contrária, a Petrobras concentrou as perdas mais expressivas. Os papéis PETR3 recuaram 2,91% e o PETR4 caiu 2,43%, impactados pela brusca desvalorização das commodities energéticas no mercado internacional. O petróleo Brent cedeu 5,93% no dia, enquanto o WTI americano despencou 6,29% — movimentos atribuídos ao otimismo dos mercados com o avanço das conversações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã envolvendo a questão do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o escoamento global de petróleo. A Brava Energia (BRAV3) nadou contra a maré do setor e fechou levemente no positivo, com alta de 0,76%.

Inflação e câmbio no radar dos investidores

No campo macroeconômico, o IPC-S da terceira quadrissemana de maio subiu 0,65%, elevando o acumulado em 12 meses para 4,16%. O indicador, medido pela Fundação Getulio Vargas, mantém o debate sobre pressões inflacionárias na pauta do mercado doméstico. Já o dólar comercial operou com leve recuo de 0,19%, sendo cotado a R$ 5,019 ao final do pregão — sinal de relativa estabilidade cambial nesta sessão esvaziada.

Perspectiva

A combinação de liquidez reduzida, volatilidade no petróleo e leitura mista entre setores pintou um pregão de contornos técnicos pouco conclusivos. Com o retorno dos operadores norte-americanos na terça-feira, espera-se que o fluxo de negócios normalize e ofereça um sinal mais claro sobre o apetite por risco no curto prazo. O mercado doméstico deve continuar acompanhando de perto os desdobramentos das negociações entre Washington e Teerã, cujo desfecho pode redefinir a trajetória do petróleo e, por consequência, os papéis do setor energético brasileiro.


Fonte: InfoMoney, publicado em 25 de maio de 2026.

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