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Banana RAT: malware brasileiro compromete transações PIX em 16 bancos

Softwear malicioso de origem brasileira descrito como Banana RAT ameaça operações de PIX em instituições financeiras através de infecção via documentos fiscais falsos e técnicas avançadas de evasão.

Banana RAT: malware brasileiro compromete transações PIX em 16 bancos

Lead

Um softwear malicioso de origem brasileira foi descoberto em abril de 2026 direcionado especificamente para instituições financeiras do país. O malware, apelidado de Banana RAT e rastreado sob a designação SHADOW-WATER-063, representa uma ameaça sofisticada contra operações de transferência instantânea via PIX, afetando ao menos 16 entidades bancárias.

Método de Entrada e Infecção

O vetor de ataque explora a familiaridade dos usuários brasileiros com o sistema de faturamento eletrônico. Os criminosos distribuem o malware através de documentos falsos disfarçados como consultas de notas fiscais, geralmente disseminados por aplicativos de mensagem instantânea ou campanhas de phishing. Uma vez executado, o arquivo dispara uma sequência de comandos PowerShell que estabelece a infecção em memória RAM, contornando detecção baseada em assinatura através de múltiplas camadas de ofuscação.

Arquitetura Técnica e Evasão

O código executável nunca é gravado em disco em forma descriptografada, permanecendo integralmente na memória volátil durante sua operação. Os operadores mantêm um arsenal de 100 a 200 variantes pré-geradas, garantindo que cada vítima receba uma versão com hash distinto. Esse sistema de polimorfismo, apoiado por quatro threads paralelos de geração contínua de payloads, torna ineficaz a defesa convencional por assinatura de arquivos.

Capacidades de Vigilância e Roubo

Uma vez instalado, o Banana RAT oferece ao operador controle total sobre a máquina infectada. O malware captura fluxos de vídeo da tela em tempo real, injeta movimentos de mouse e toques de teclado, e registra atividades do usuário em um buffer circular de 2 mil entradas. Adicionalmente, consegue bloquear o input do usuário, impedindo qualquer interferência durante transações não autorizadas.

Ataque Contra Transações PIX

A tática mais agressiva envolve a exibição de uma sobreposição em tela cheia simulando uma atualização de segurança obrigatória, enquanto a fraude ocorre em background. O malware intercepta códigos QR de Pix usando bibliotecas de leitura padronizadas (ZXing.NET) e os substitui por códigos que redirecionam pagamentos para contas controladas pelos criminosos, tudo enquanto uma animação falsa de progresso tranquiliza a vítima.

Alcance e Resposta Institucional

As instituições afetadas incluem bancos de grande porte como Itaú, Bradesco, Santander Brasil e Caixa, além de cooperativas de crédito e plataformas de criptoativos. A Federação Brasileira de Bancos (FEBRABAN) foi notificada e coordena resposta com órgãos de segurança. Pesquisadores da Trend Micro, que identificaram a ameaça, compartilharam inteligência com o setor para reforçar defesas e proteger usuários finais.

Fechamento

A descoberta do Banana RAT evidencia a sofisticação crescente de grupos criminosos brasileiros em explorar especificidades do ecossistema financeiro local. Usuários devem manter cautela com arquivos recebidos por mensageiros, especialmente documentos fiscais inesperados, e garantir que sistemas operacionais e software de segurança estejam atualizados. A vigilância conjunta de instituições financeiras, órgãos de segurança cibernética e pesquisadores especializados permanece fundamental para mitigation contínua.


Fonte: TecMundo — Banana RAT: vírus criado por brasileiros rouba PIX de 16 bancos

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